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Implementação da Ferramenta ChatGPT na Organização dos Cuidados de Enfermagem numa Urgência de Psiquiatria: Uma Análise SWOT

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Implementação da Ferramenta ChatGPT na Organização dos Cuidados de Enfermagem numa Urgência de Psiquiatria: Uma Análise SWOT INTRODUÇÃOA Inteligência Artificial (IA) está a redefinir a forma como pensamos, decidimos e cuidamos. A sua integração nos serviços de saúde, especialmente em contextos de elevada complexidade clínica como a Urgência de Psiquiatria, convoca um debate sobre ética, segurança e humanização. O Regulamento (UE) 2024/1689 estabelece os pilares de uma IA fiável — transparência, rastreabilidade e supervisão humana (Parlamento Europeu e Conselho, 2024). Em Portugal, a SPMS (2025) realça que a adoção tecnológica exige governação clínica e capacitação digital. Assim, compreender o potencial e os riscos do ChatGPT torna-se um desafio estratégico para a gestão dos cuidados de Enfermagem. OBJETIVOSAvaliar, através da metodologia SWOT, a viabilidade, os benefícios e os riscos da implementação do ChatGPT na organização dos cuidados de Enfermagem em Urgência de Psiquiatria. Procurou-se identificar fatores internos (competências, cultura de inovação, recursos) e externos (regulação, literacia digital, segurança da informação) que influenciam a integração da IA generativa nos processos clínicos. O estudo pretendeu traduzir evidência em ação, revelando como a análise estratégica pode apoiar decisões sustentáveis e eticamente responsáveis na transformação digital dos cuidados de Enfermagem. METODOLOGIATrata-se de um estudo aplicado e exploratório, com recurso à metodologia de análise SWOT, conforme os referenciais de Gürel (2017) e Benzaghta et al. (2021). A recolha de dados integrou uma revisão bibliográfica sobre a utilização do ChatGPT em Enfermagem nas bases de dados PubMed, Scopus e Web of Science, no período entre 2021 e 2024, e entrevistas exploratórias a dois Enfermeiros Especialistas em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiátrica, ambos com experiência clínica superior a cinco anos em Urgência de Psiquiatria, e a um perito em Inteligência Artificial. Foram analisadas variáveis internas (pontos fortes e fracos) e externas (oportunidades e ameaças), gerando uma matriz SWOT e estratégias SO, WO, ST e WT. RESULTADOSA análise SWOT revelou um panorama de potencial transformador: entre as forças, a abertura à inovação e a supervisão especializada; entre as fragilidades, a limitada literacia digital e a ausência de políticas institucionais; entre as oportunidades, a digitalização dos processos, a otimização dos registos clínicos e o alinhamento com o quadro europeu de IA; e entre as ameaças, o enviesamento algorítmico e a dependência tecnológica. As estratégias delineadas propõem capacitação contínua, implementação progressiva e validação clínica. A análise destacou a pertinência do ChatGPT como ferramenta de apoio à decisão, desde que guiada por ética, segurança e uma governação responsável. DISCUSSÃOOs resultados sustentam que a integração do ChatGPT na Urgência de Psiquiatria é viável, mas exige reflexão ética e prudência organizacional. A literatura recente (Campelo et al., 2024; Ventura-Silva et al., 2024) reforça que a IA pode melhorar a eficiência e a personalização dos cuidados, desde que acompanhada de supervisão humana e regulação consistente (SPMS, 2025). A análise SWOT mostrou ser uma ferramenta útil para antecipar riscos e delinear estratégias mitigadoras, traduzindo a complexidade tecnológica em decisões concretas. Esta reflexão evidencia que inovação e segurança não são opostos, mas dimensões complementares da Enfermagem do futuro — científica, crítica e humanamente lúcida. CONCLUSÃOA análise SWOT confirmou o valor estratégico do ChatGPT enquanto tecnologia de apoio à organização dos cuidados, capaz de reforçar a eficiência, a segurança e a coerência das decisões clínicas. A sua implementação requer, contudo, literacia digital, validação contínua e enquadramento ético consistente. Este trabalho contribui para uma compreensão aprofundada da IA em saúde mental e evidencia a maturidade da Enfermagem portuguesa perante os desafios digitais. Cabe ao enfermeiro gestor garantir que a inovação tecnológica permanece subordinada ao propósito essencial do cuidar — a dignidade, a segurança e a singularidade da pessoa. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASBenzaghta, M. A., Elwalda, A., Mousa, M., Erkan, I., & Rahman, M. (2021). SWOT analysis applications: An integrative literature review. Journal of Global Business Insights, 6(1), 55–73. https://doi.org/10.5038/2640-6489.6.1.1148 Campelo, S. R. B., Barros, T. A., & Cruz, A. C. N. (2024). Desafios e perspectivas da inteligência artificial (IA) na atenção à saúde: Revisão integrativa da literatura. Revista Foco, 17(12), e7089. https://doi.org/10.54751/revistafoco.v17n12-030 Parlamento Europeu e Conselho da União Europeia. (2024). Regulamento (UE) 2024/1689 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 13 de junho de 2024, relativo à inteligência artificial. Jornal Oficial da União Europeia. https://data.europa.eu/eli/reg/2024/1689/oj Serviços Partilhados do Ministério da Saúde [SPMS]. (2025). Inteligência artificial na saúde em Portugal: Regulamentação, impactos e perspetivas de futuro. Núcleo de Saúde Digital Global e Relações Internacionais. https://www.spms.min-saude.pt Ventura-Silva, J., Martins, M. M., Trindade, L. D. L., Faria, A. D. C. A., Pereira, S., Zuge, S. S., & Ribeiro, O. M. P. L. (2024). Artificial intelligence in the organization of nursing care: A scoping review. Nursing Reports, 14(4), 2733–2745. https://doi.org/10.3390/nursrep14040202 FINANCIAMENTONão aplicável.

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