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Inteligência Artificial e gestão do cuidado em saúde no Sistema Único de Saúde: inovações tecnológicas e desafios éticos

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2026

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A incorporação da inteligência artificial na gestão do cuidado em saúde vem reconfigurando a produção assistencial, a vigilância em saúde e os processos decisórios no Sistema Único de Saúde. Esta revisão de literatura analisa as principais inovações tecnológicas associadas à inteligência artificial e discute os desafios éticos implicados em sua adoção, especialmente quanto à proteção de dados, transparência algorítmica, equidade e responsabilização institucional. Foram examinados estudos nacionais e internacionais, documentos normativos e publicações de organismos multilaterais produzidos entre 2017 e 2025, privilegiando evidências relacionadas à saúde digital, apoio à decisão clínica, modelagem preditiva, vigilância epidemiológica e governança de tecnologias. Os achados indicam que a inteligência artificial tem sido empregada para ampliar a capacidade analítica dos sistemas de saúde, apoiar diagnósticos, organizar fluxos assistenciais, prever surtos, qualificar o uso de bases secundárias e favorecer estratégias de personalização do cuidado. No cenário brasileiro, iniciativas como a Estratégia de Saúde Digital para o Brasil, o e-SUS Atenção Primária e a integração de bases da vigilância em saúde evidenciam avanços institucionais relevantes, embora persistam limitações estruturais relacionadas à interoperabilidade, qualidade dos dados, conectividade e capacitação profissional. Também se observam preocupações éticas e jurídicas ligadas a vieses algorítmicos, uso de dados sensíveis, opacidade decisória e possibilidade de reprodução de desigualdades em populações vulnerabilizadas. Conclui-se que a inteligência artificial pode fortalecer a gestão do cuidado no SUS, desde que sua implementação esteja orientada por princípios de justiça, segurança, transparência, regulação pública e compromisso com a integralidade da atenção.

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